Discipulado do Reino- sobre sabedoria do alto

 

Hoje nos deparamos com o texto de Tiago 3:13-18. Nessa passagem o autor nos chama a atenção à sabedoria que vem do alto. Ele faz isso dividindo essa sessão em 3, contendo uma exortação(13) características da sabedoria terrena(14-16) e conclui com a sabedoria que vem de cima, ou de uma forma mais clara, de Deus. Segue o texto:

“Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria. Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de “sabedoria” não vem do céu, mas é terrena, não é espiritual e é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores.”

 

O mesmo princípio que Tiago aplica a fé nos capítulos anteriores, ele também o faz quando trata da sabedoria. Sabedoria que vem de Deus assim como a fé verdadeira é acompanhada por obras de uma vida regenerada. As palavras “sábio e entendimento”provavelmente ainda são uma referencia aos que eram treinados a ensinar e que desejavam ser mestres diante da congregação no tocante ao ensino das escrituras(v.1). A esses Tiago diz: da sabedoria do alto fluem “bom procedimento, mediante obras praticadas com humildade”. É intenção do autor levar seus leitores a examinar o que eles entendem por sabedoria à luz dessa exortação: sabedoria verdadeira produz humildade(atitude ativa de aceitação e submissão as verdades contidas na palavra).

 

“Contudo”se ao examinar o que se entende por ser sábio e ter entendimento revela que humildade foi esquecido a muito tempo, não se deve alegrar-se disso, nem esconder o verdadeiro estado do coração, que está cheio de inveja amarga e ambição egoísta, diz Tiago. A  Ambição egoísta é a atitude que visa o auto-benefício e prestigio como prioridade, as palavras “inveja amarga” dão intensidade a essa atitude destrutiva. Os leitores de Tiago provavelmente estavam se gloriando na defesa parcial da verdade, uma defesa que visava apenas seus próprios interesses. Ao fazerem isso, estavam na verdade negando a verdade que diziam defender. Tiago reprova essa sabedoria guiada por ambição e inveja pois, a sua fonte não é encontrada no trabalhar regenerador do Espirito Santo mas em motivações terrenas, não espiritual e é demoníaca! O autor pode afirmar isso por causa do fruto dessa tal sabedoria terrena que sempre resulta em “confusão, e toda espécie de males”.

 

Tiago então faz o contraste com a sabedoria que vem do alto. Ela é antes de tudo pura. As suas intenções e motivações não são centradas na inveja amarga ou ambição egoísta, mas tem o interesse de Deus e do próximo em destaque. Ele prossegue com características dessa sabedoria que vem de Deus: ela é pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e bons frutos, imparcial e sincera. Atitudes essas que são totalmente contrárias às características da sabedoria terrena e demoníaca! Não há correlação entre as duas, elas se opõem assim como a fé sem obras na verdade não é fé alguma.

Aplicação:

A pergunta chave que temos que responder é a que Tiago queria que seus leitores se fizessem: Minha sabedoria é motivada por inveja amarga? Ambição egoísta?

Para responder medite sobre o que tem ocupado de fato lugar de urgência e prioridade na sua caminhada? O que meu coração deseja, se alegra e busca é a vontade de Deus ou os “perks” que esse mundo oferece?

Será que tenho usado da defesa do evangelho para adquirir respeito ou de fato avançar o reino? O que é mais importante pra mim, o fruto da pregação na vida daqueles que lidero ou o sentimento de missão cumprida?

Será que quero ser visto como líder ou de fato liderar pessoas servindo, submetendo e me envolvendo com seus problemas?

Quero ser membro da igreja ou ser a igreja que nega-se a si mesmo, toma sua cruz e segue Jesus Cristo o cabeça?

 

Minha oração é que essa mensagem o leve a uma sincera reflexão e que gere frutos eternos. É essa oração também sobre a minha vida no tocante a essa mensagem de Tiago.

Deus abençoe

Pr Du.

Oh Língua!

Nossa meditação de hoje vai se concentrar nos 12 primeiros versículos do capítulo 3 da carta de Tiago. Segue o texto:

 “Meus irmãos, não sejam muitos de vocês mestres, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor. Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo. Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos obedeçam, podemos controlar o animal todo. Tomem também como exemplo os navios; embora sejam tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto. Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniqüidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno. Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e é domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte? Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.” Tiago 3:1-12

Lembramos o propósito de Tiago em escrever para os crentes que foram dispersos de Jerusalém após a morte de Estevão: Sua carta encoraja os crentes em meio a perseguição e os exorta a viverem a palavra de Deus de tal modo que ela seja evidente no agir e falar. O foco de Tiago é mostrar que fé deve sempre ser acompanhada por obras ou, se preferirem, o pensamento e comportamento de um indivíduo nascido de novo é radicalmente transformado devido ele pensar e agir mediante a nova natureza recebida por fé em Cristo Jesus. No trecho das escrituras acima citado, Tiago nos ensina que o relacionamento vertical do ser humano com Deus deve resultar em benefícios ao relacionamento horizontal interpessoal. A graça dispensada por Deus sobre o indivíduo salvo, impacta a maneira que ele se relaciona com o seu próximo, isso é deve ser notável, segundo Tiago, não só em obras mas também na atitude com a qual se relaciona aos outros.

O autor dessa maravilhosa carta volta ao assunto do “falar”ou “língua” que foi primeiro mencionado por ele em 1:19 “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se,” e  também 1:26 “Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum!”. O apostolo destaca nessa sessão a relação do discípulo verdadeiro com o controle sobre a língua! É importante também para nossa compreensão entender que a língua aqui deve ser entendida como a mente inteligente comunicativa(coração) que usa a língua como instrumento. Logo, é a mente que corrompe a pessoa “porque a sua boca fala do que está cheio o coração”. Lc 6:45

Vamos ao texto:

1“Não sejam muito de vocês mestres” Calvino diz que “mestres” representam não os que “tinham ofícios públicos na igreja, mas o que se apoderavam do direito de julgar os seus irmãos na fé,(o que concordo ser o que Tiago tinha em mente ao dizer isso): pois esses desejavam ser mestres de moral confiando em si mesmos, buscando reputação para si mesmos as custas do erro dos outros, acusam pessoas a fim de justificar seus próprios erros. “São poucos os que são influenciados pela verdade e desejo de salvação dos seus irmãos, ao contrário, são motivados a apontar erros por hipocrisia orgulhosa e ambição”(Comentário de Calvino) por isso é que Tiago os exorta a não quererem ser esse tipo de mestres porque eles serão julgados de uma maneira mais rigorosa. Ao serem duros e incompassivos com seus irmãos eles impõem sobre si mesmos uma lei mais dura, aquele que julga as palavras e obras dos outros com extremo rigor será julgado por Deus da mesma maneira. Eles trazem sobre si mesmos a severidade de Deus!

2-4. “Todos tropeçamos de muitas maneiras” Aqui Tiago abre uma concessão geral e abrangente, todos pecamos e erramos. Isso serve de exortação a mansidão e a humildade, visto que nós somos falhos também e não há nada que ajude mais em moderar rigor excessivo do que reconhecer nossas próprias falhas. Agimos injustamente quando negamos o perdão e a misericórdia a outros que nós mesmos tanto precisamos. Tiago revela que controlar o falar é uma virtude mor, que aquele que consegue não pecar no falhar, consegue controlar também todo o seu corpo a fim de se manter puro. Ele ilustra isso com o freio na boca do cavalo e o leme do navio, que nos permite controlar todo o animal e todo o navio respectivamente.

5-8. “Assim Também” – a aplicação dos dois exemplos é agora demonstrado. Assim como freios e o leme, a língua também é um pequeno órgão. Porém, como os outros, a sua influencia é poderosa. Como objetos pequenos podem controlar animais e navios nas primeiras duas ilustrações, Tiago agora diz que a língua também é como uma faísca que destrói um grande bosque, mostrando assim o poder destrutivo que uma língua desenfreada tem. Portanto a língua pode controlar ou destruir, ser benção ou perversa, abençoar ou amaldiçoar de acordo com os próximos versículos

9-12. “Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.” – Com a mesma mente comunicativa(coração ou língua, boca) nós adoramos e glorificamos a Deus mas também amaldiçoamos os homens. Isso aqui é um problema gigante! Nos tempos em que Tiago escreveu, o imperador romano erguia estatuas de sua própria imagem nas cidades que ele a dominava, e desrespeitar a imagem, era considerado o mesmo que desrespeitar o imperador em pessoa. É isso que Tiago quer trazer a mente dos seus irmãos em Cristo: cimo pode voces amaldiçoarem aqueles que foram feitos a semelhança de Deus, o que assim procede amaldiçoa ao próprio Deus. Isso é o princípio que Jesus ensinou

“Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. “Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar? ’ “O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’. “Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’. “Eles também responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos? ’ “Ele responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo’. “E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”. Mt 25:34-46

Tiago conclui perguntando sobre esse desencontro do bendizer a Deus e amaldiçoar o seu irmão: Pode uma figueira produzir azeitonas? A resposta é obvia- uma árvore só pode produzir de acordo com sua natureza. Portanto, se alguém está persistindo nos insultos e maldições referidas ao próximo, isso revela sua natureza não regenerada. A adoração a Deus não passa de uma farsa para esconder a hipocrisia presente. Sejamos então discípulos de Cristo que são comprometidos com a palavra e que possamos exortar uns aos outros com os nossos próprios defeitos e dificuldades em mente, demonstrando a graça que nós mesmos tanto precisamos! O discipulado do reino(verdadeira religião) tem um impacto transformador na maneira que lidamos com o próximo. Eu lido com as dificuldades deles pela perspectiva da minha necessidade de misericórdia e perdão de Deus. Sejam discípulos que realmente bendizem a Deus, controlando a língua e assim, amando a seus irmãos!

Deus abençoe

Pr Du.

Fé sem obras é morta

Tiago tendo tratado sobre o ouvir e receber a palavra da verdade pela qual fomos gerados (1:18), sobre a prática dessa palavra da vida e sobre como parcialidade é incompatível com a verdadeira religião, pois viola a palavra pela qual fomos gerados, parte agora para uma exortação mais confrontante! Segue o texto para nossa meditação:

“De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: “Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem! Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil? Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar? Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras. Cumpriu-se assim a Escritura que diz: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça”, e ele foi chamado amigo de Deus. Vejam que uma pessoa é justificada por obras, e não apenas pela fé. Caso semelhante é o de Raabe, a prostituta: não foi ela justificada pelas obras, quando acolheu os espias e os fez sair por outro caminho? Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras está morta. Tg 2:14-26

Para interpretarmos corretamente o texto acima, algumas observações são de suprema importância: 1. Tiago escreve sua carta para crentes professos que estavam esquecidos sobre o fato que Fé genuína e obras que demonstram amor genuíno um pelos outros são parte de uma mesma realidade e não duas coisas distintas. O problema desses Cristãos é que estavam enganados ao terem fé e obras como duas realidades diferentes, o que Tiago visa é demonstrar e convencer seus leitores de que fé genuína se evidencia em obras, e a ausência de obras identifica uma fé falsa, nas palavras dele “ fé morta”V.26. O segundo ponto importante a fazer, é que Tiago não está ensinando que salvação é alcançada por obras indo assim contra os ensinamento de Paulo, que diz que a salvação é exclusivamente através da graça de Deus mediante a fé e arrependimento. A intenção do autor aqui se torna claro quando entendemos corretamente seu argumento, Fé genuína leva a ação, ela é dinâmica e possibilita a pratica das boas obras preparada de antemão para que as praticássemos(Ef 2:10).  Versículos como 2:14 “Acaso a fé pode salva-lo?” devem ser interpretados com a definição certa, definição que podemos entender pelo contexto de sua carta até aqui. Fé até aqui tem sido a fé que os crentes recipientes de sua carta tem demonstrado: confissão de fé em Jesus Cristo que não resulta na pratica da palavra da verdade. Essa fé não é salvadora pois ela não carrega em si a evidencia para tal fé, a saber, boas obras. A carta de Tiago não deixa espaço para que uma fé seja uma mera aceitação mental da verdade, ela precisa resultar em obras.

Tendo estabelecido essas coisas vamos ao texto:

No versículo 14 Tiago nos mostra como a fé que não é acompanhada por boas obras não tem valor salvador algum “Acaso a fé pode salvá-lo?” O argumento do autor aqui é claro, Fé que salva se prova pelas obras que ela produz, princípio esse que Jesus deixa claro em seus ensinamentos “uma árvore é conhecida pelo seu fruto Mt12:33” O que esta sendo ensinado aqui não é que as obras ganham o favor de Deus mas que fé verdadeira é diretamente ligada a regeneração e por isso resultará em mudança no comportamento.

Nos versículos 15-16 Tiago ilustra o seu ponto referente ao versículo anterior, o caso aqui é: “Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia…” Ele faz isso pra trazer a mente como a fé genuína deve agir em circunstâncias assim. Se a resposta for dizer “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem porém lhe dar nada,” que bem tem nisso? A forma desses verbos traz a ideia de que tal pessoa passa a responsabilidade de suprir a necessidade a outro ou então significa dizer para a pessoa em necessidade “aqueça-se e alimente-se”sem que se identifique uma fonte de suprimento a tal necessidade(EBC Abridged), o que na verdade é em si, um ato de crueldade com o necessitado. Assim ele pode dizer “do que adianta isso?” essa fachada falsa que finge se importar com o próximo? Isso não é fé verdadeira!

No versículo 17 ele faz uma afirmação conclusiva “a fé em si mesma, se não acompanhada por obras está morta” Boas obras são então frutos da verdadeira fé, a ausência deles testifica do quanto a fé na verdade é morta e falsa!

Versus 18-25 Ele vai apresentar o argumento para tal conclusão. O seu primeiro ponto é que só se pode demonstrar fé por ações, porque fé é uma atitude do interior do homem, e ela só pode de fato ser vista à medida que ela se manifesta em ações na vida daquele que a possui. Dizer que tem fé não prova que ela é uma realidade, por isso Tiago diz “Eu lhe mostrarei a minha fé pelas minhas obras”pois fé só pode ser vista assim, por obras. O segundo ponto em seu argumento em suporte a conclusão do v.17 tem haver com a natureza da fé salvadora. Ela não só crer intelectualmente num credo, no caso aqui citado por Tiago provavelmente a Shema, encontrado em Dt 6:4 “O Senhor seu Deus é um”, pois isso até os demônios sabem e tremem! Porém, fé salvadora vai muito além disso, ela envolve todo interior do homem, trazendo paz com Deus e uma vida exterior transformada! No versículo 22 Tiago nos fala algo interessante, ele diz “Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras.”Depois de ter citado o exemplo de Abraão oferecendo Isaque a Deus. O que ele deseja é que seus leitores entendam que se Abraão não tivesse oferecido Isaque em obediência, ele seria incapaz de ser justificado porque a fé sem obras é na verdade ausência de fé, portanto não salvadora. Ele ainda cita o exemplo de Raabe que em fé arriscou sua vida para proteger os espiões e como resultado ela foi justificada. Sua fé resultou em obras e esse é o ponto principal da nossa passagem bíblica de hoje: verdadeira fé produz boas obras!

V.26 conclui essa sessão usando a ilustração do corpo humano “O corpo sem espirito está morto”. O corpo sem o espirito nada mais é do que um cadáver, algo sem vida, sem ação. Tiago depois compara esse corpo sem espirito com fé sem obras e a intenção dele é de nos fazer entender que fé sem obras não tem serventia alguma, é lixo! É importante notar porém, que Tiago não diz que boas obras é o que dar vida a fé, mas que a fé do verdadeiro discípulo de Cristo é inseparável das obras, são parte da mesma realidade.

Na caminha seguindo a Jesus nós vamos ser desafiados a ter uma fé ativa, uma que se preocupa em ser resposta a necessidade do próximo, a pergunta que deve ser respondida depois de uma análise do nosso comportamento é: Será que vejo evidencia da fé verdadeira em mim? Boas obras apontam para uma fé genuína. Se não vejo, preciso então me arrepender e pedir a Deus que me dê fé salvadora!

O verdadeiro discípulo é aquele que recebeu em si o dom da verdadeira fé!

Pr. Du

Verdadeira ou falsa religião

Como é rica a palavra do Senhor e como ela testifica da sua sabedoria perfeita! Louvado seja Deus que em sua fidelidade nos deixou um relato escrito, a fim de nos tornar sábios para a salvação, que Ele dispôs mediante Jesus Cristo, o Santo de Deus! Hoje o nosso texto de meditação se encontra em Tiago 1:26-2:1 – “Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo. Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com favoritismo.”
Nos versículos anteriores(22-25) Tiago exortou seus leitores a serem ouvintes atentos e praticantes da palavra da verdade. Ele agora vai mostrar 3 áreas especificas onde a verdade deve ser colocada em prática na vida daqueles que participam do discipulado do reino(verdadeira religião): no falar, na maneira que se relaciona com outras pessoas e na maneira que se relaciona com o “mundo”.

  • No falar v.26 – Tiago aqui cria um contexto para o argumento que ele apresenta, ele diz “Se alguém se considera religioso” em outras palavras, se alguém se considera verdadeiro discípulo de Cristo, o considerar-se discípulo verdadeiro é o contexto. Com isso em mente ele diz que o que assim se considera “mas não refreia a sua língua”, engana a si mesmo!Porque a evidencia de conhecer ao Senhor Jesus Cristo é a manifestação do caráter misericordioso dele, na maneira que se fala daqueles que Deus escolheu para serem “ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam” V.2:5. O verdadeiro discípulo de Cristo tem seus irmão em lugar elevado “Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios.” Rm 12:10.
  • Na maneira que se relaciona com pessoas- O chamado do discipulado do reino é um que exige ação! A religião que é agradável a Deus é a que exerce uma influencia positiva na vida de outros. O “dar honra”de Rm 12:10 é mais do que ter em auto estima mas requer uma ação positiva de “cuidar… … em suas necessidades”V.27 daqueles que precisam ser ajudados. A religião verdadeira é mais do que algo externo, portanto, o ajudar deve ser motivado não pelo desejo de ser visto mas das verdades espirituais ouvidas que agora quando colocadas em prática resultarão em ações de graça a Deus. Isso é fé se expressando por meio do amor que discípulos de Cristo devem dispensar à aqueles que Deus escolheu!
  • Na maneira que se relaciona com o “mundo” – É importante aqui uma definição dessa palavra mundo. Ela descreve a totalidade da ordem má que se opõem a Deus e a sua justiça. Diante disso Tiago nos diz que a verdadeira religião não se deixa corromper por essa ordem má que se opõem a Deus. Aqui moralidade é a questão, o discípulo de Cristo é lembrado que toda essa expressão prática da palavra deve ter seu fundamento no rompimento com o o pecado que Deus operou o gerando pela palavra da verdadeV.18.

Nos versículos 19-27 do capítulo 1 Tiago mostra a necessidade de praticar a palavra, ele ensina sobre as implicações dessa prática da palavra em 3 áreas específicas, as que foram descuidas acima. No capítulo 2 Tiago vai nos mostrar como que a parcialidade(favoritismo) viola o padrão que ele estabeleceu acima – verdade de Deus ouvida e sua prática nas devidas áreas discutidas. Tiago faz isso lembrando os seus leitores em quem eles são crentes, quem é o objeto de fé deles -“crentes em nosso gloriosos Senhor Jesus Cristo. Ao descrever Jesus como glorioso, ele está revelando o motivo pelo qual parcialidade é incoerente com o discipulado do reino. Trata se alguém com parcialidade pelo medo que se sente e a falsa noção que a pessoa possa suprir essa necessidade, seja isso manifestado em segurança, oportunidade financeira, status, conforto, fama, trabalho, cola na prova e etc. Isso se constitui um insulto ao “glorioso Senhor Jesus Cristo”pois ele, e somente ele, com toda a sua glória pode de fato lançar fora o nosso medo por meio do seu perfeito amor e nos fazer habitar em segurança. Portanto, a verdadeira religião não trata com parcialidade porque ela tem no Glorioso Senhor Jesus Cristo todas as suas necessidades supridas e a busca de tentar achar soluções para o medo e a insegurança já não existe para os que se acham em Cristo!

Para meditação:

A verdadeira religião ouve e coloca em prática a palavra começando no falar, depois no relacionamento com pessoas e no relacionamento com o mundo. Em vista dessas verdades, como tenho falado do meu irmão? Como tenho buscado a honra dele mais do que a minha? Será que houve um rompimento com o pecado genuíno em mim?

Será que trato pessoas com parcialidade a fim de buscar a aprovação delas?

Infelizmente, enquanto estivermos na peregrinação desta vida corpórea, estaremos tentados a praticar uma falsa religião, onde verdade da palavra e prática da mesma são realidades distantes uma das outras, onde parcialidade se torna tão comum que passa despercebido por debaixo de nossos olhos. Por essa razão, existe grande benefício em parar para uma profunda análise da nossa fé. Que o gloriosos Senhor Jesus nos ajude, nos dando olhos que veem e ouvidos que ouvem!
Deus abençoe

Pr Du.

Deus concede o desejo do coração daqueles que o amam

Em março nossa base de estudo sobre o discipulado do reino será a carta de Tiago. Na reunião do primeiro sábado do mês nós vimos essa idéia de alegria por passar por várias provas. O que quero fazer hoje é elaborar um pouco mais essa verdade revisando o conteúdo apresentado e introduzindo alguns novos temas. Segue o texto para nossa meditação:!

“Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos dispersas entre as nações: Saudações! Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.” Tg 1:1-4

Para que se possa começar a experimentar essa “grande alegria”ao passar por várias provações, a introdução da carta de Tiago no versículo 1 é muito importante. Ele diz: “Tiago servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo” O fundamento da alegria que se sente ao passar por provações está ligado diretamente a certeza sobre a identidade que se tem em Cristo. Tiago sabe quem ele é diante de Deus e do Senhor Jesus, e é essa certeza que sustenta a base de todo o seu argumento nos versículos seguintes, ele é servo! Da sua introdução podemos concluir o seguinte:

  • Tiago era servo de Deus e do Senhor- Isso é GLORIOSO!
  • Ele havia sido reconciliado a Deus mediante a expiação oferecida por Cristo. O que é totalmente imerecido a qualquer pessoa!
  • Ele havia sido liberto da escravidão da morte e do diabo e foi feito servo de Deus por intermédio de Cristo Jesus. Isso é claro na escolha da palavra ao referir-se a Cristo o seu “Senhor”.

O fato é que Tiago tinha certeza da sua nova natureza- “servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo”. Essa certeza da nova natureza em Cristo é a fundação de qualquer alegria que um verdadeiro discípulo sente. É verdade que Deus concede o desejo do coração dos verdadeiros discípulos mas o que o coração do verdadeiro discípulo deseja é sempre em primeira instancia, o próprio Deus! É por essa razão que Tiago pode falar que é motivo de grande alegria passar por provações porque o final delas é glória a Deus, é “mais de Deus”.

Para que sejais “perfeitos e completos”(ACF)

“Maduros ou perfeitos” é a tradução da palavra teleios “que transmite a idéia bíblica de perfeição, a mesma idéia expressa na passagem “sede perfeitos como é perfeito o Pai celestial de vocês” encontrada em Mt 5:48. A idéia bíblica de perfeição é “no sentido de relacionamento correto com Deus, que frutifica no empenho sincero de amá-lo de todo o coração em obediência irrestrita e uma vida inculpável.”(Bíblia de estudo Pentecostal)!

É motivo então de grande alegria para o servo de Cristo passar por várias provações, porque elas produzem perseverança, que quando tem sua ação completa aperfeiçoa o nosso caráter nos fazendo mais parecidos com Cristo e dando assim glória, a Deus, e mais de Deus e do Senhor Jesus Cristo ao servo!

Para meditação:

- Eu tenho certeza da minha nova natureza em Cristo? Onde encontro na palavra segurança sobre a eficácia da obra de Cristo em mim?

- O que o meu coração deseja é diferente do que mais do meu Deus e Senhor Jesus Cristo?

Discipulado do reino tem que responder essas questões!

Ótima semana e que Deus nos abençoe!

Pr Du.

O perigo da fé morta!

Discipulado do reino – parte 5

Tiago é uma das cartas mais desafiantes e diretas que encontro na bíblia. O assunto predominante que ele trata é o relacionamento entre obras e fé, ele apresenta a prática da palavra como fruto da fé salvadora e não como mérito para salvação. Nossa meditação essa semana se baseia nos versículos 19 a 25 do capítulo 1 da carta de Tiago e algumas coisas nos ajudarão a melhor interpretar o texto: Tiago usa “palavra” para se referir as escrituras, ele a percebe como instrumental na regeneração do Cristão(V.18), há um chamado para que se receba a palavra(V.21), (22-25) ele discute o praticar a palavra. Portanto, podemos dividir o texto em dois grupos: 19-21 enfatiza o ouvir e receber e 22-25 enfatiza o praticar.

Texto: “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus. Portanto, livrem-se de toda impureza moral e da maldade que prevalece, e aceitem humildemente a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los. Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência. Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer” Tg 1:19-25

No v.19 Tiago nos exorta a ter em mente algumas coisas “tenham isto em mente” importantes sobre o receber e ouvir a palavra: O receber a palavra demanda prontidão- a verdade é que relutância serve de bloqueio para que haja aceitação da verdade. O receber da palavra demanda conter o falar- só se pode ouvir quando o falar cessa. Demanda também conter a ira- o homem irado tem a mente fechada para a verdade de Deus e em sua busca por justiça acaba por cometer grandes atos de injustiça. Existe um grande desencontro entre argumentação excessiva e receber humildemente a palavra da verdade.

A razão para a exortação do v.19 é revelada claramente no v.20: a ira do homem não pode produzir a “justiça de Deus”. É no mínimo maravilhoso ver que o Deus que tem toda autoridade para ordenar qualquer coisa por sua palavra poderosa, se preocupa em nos dar razões, afim de nos fazer entender o porque obedece-lo, podendo Deus simplesmente nos exortar a obediência ele se preocupou em escrever sua bíblia com palavras como “pois”, “portanto”, “mas” etc… Todas essas palavras que mostram ao homem finito as razões que o Deus infinito tem. Glória a Deus!

No v.21 Tiago conclui essa sessão sobre receber e ouvir a palavra “Portanto” por ser a ira do homem incapaz de produzir justiça que agrada a Deus “livrem-se de toda impureza moral e da maldade que prevalece e aceitem humildemente a palavra implantada em vocês”. O uso da palavra “implantada” nos faz saber que o seu chamado não é para uma aceitação inicial, pois seus leitores já eram “seus irmãos em Cristo”como consta no v.2, mas a uma apropriação total da verdade é o chamado de Deus que Tiago relata.

Tiago agora depois de ter falado sobre a importância do ouvir e receber a palavra, vai se preocupar em exortar seus leitores a colocar o que se ouve e recebe em prática. Não é suficiente ouvir ou ler a palavra, a motivação do Cristão em ouvir e receber a palavra deve ser descobrir o desejo de Deus em relação suas práticas do dia a dia. A responsabilidade daqueles que ouvem é muito maior do que a dos que nunca ouviram, pois, ao não se praticar a palavra, tal pessoa se coloca numa posição difícil onde a própria palavra da verdade é testemunha contra seus maus feitos!

Versículos 23-25 o autor novamente nos dá o porque devemos colocar em pratica o que ouvimos. Primeiro ele vai nos dizer como é o homem que ouve mas não coloca em prática a palavra. Tiago diz que esse é semelhante ao homem que “olha sua face no espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência”. É interessante notar que a palavra que é traduzido por “olha”significa observar, considerar cuidadosamente. O homem se tornou bem familiarizado com o seu rosto! Isso implica que aqueles que ouvem a palavra devem estudá-la cuidadosamente para que se entenda o que se ouve a fim de descobrir o que Deus espera daqueles que foram “gerados por Sua própria palavra da verdade”V.18. Tiago continua a ilustração nos falando “depois de olhar para si mesmo,””o homem “sai e logo esquece a sua aparência” o que na verdade é ridículo de se pensar! O que Tiago quer nos fazer entender é que não mesmo ridículo do que esse homem são Cristãos que ouvem atentamente a palavra e não se lembram de colocá-la em prática! O propósito de ouvir a verdade é para que se aja de acordo com os seus ensinamentos! Deus sempre condenou o conhecimento teórico de verdades espirituais que não é atrelado à prática do mesmo!

Tiago agora, faz o contraste do homem que é semelhante ao que olha no espelho e logo se esquece de sua imagem, com o que ouve e pratica a palavra, esse segundo “será feliz naquilo que fizer”V.25 A razão de receber tão benção é:

  • Ele é observador atento da palavra
  • Ele persevera na sua observação – Salmos 1
  • Ele não esquece o que ouviu e recebeu
  • Ele pratica o que ouviu

Discipulado do reino diz que o discípulo deve viver de acordo com os ensinamentos das escrituras sagradas! A bíblia é regra de fé(ouvi) e conduta(pratica) dos verdadeiros discípulos de Cristo!

Deus abençoe!

Pr Du.

 

O discípulo de Cristo não deve ter medo do diabo!

Marcos 1:21-28 é uma das passagens mais encorajadoras para nós, discípulos de Cristo. Nessa passagem Marcos visa nos informar que esse Jesus Cristo o Filho de Deus tem uma autoridade que espanta e maravilha todos os que o ouvem e o contemplam. O intuito de Marcos é mostrar que Jesus tem autoridade sobre o reino das trevas. “

Em apresentar esse fato, o autor nos faz entender a natureza do conflito que existe entre os demônios e Jesus Cristo. Os demônios reconhecem quem Jesus Cristo é, isso é claro quando se apoderam do homem na sinagoga e gritam: “Jesus de Nazaré”, o que revela a natureza humana do nosso Salvador, “vieste nos destruir” revela o propósito de Cristo em relação ao diabo, e por ultimo os demônios reconhecem a divindade de Jesus “Santo de Deus”. Em contra partida, Jesus também reconhece a existência dos demônios porque ao dizer: “Cale-se e saia dele”, ele faz assim distinção entre o demônio e o homem que se encontrava sob o seu domínio.

Logo, concluímos diante do que Marcos nos mostra, que o diabo sabe quem Jesus Cristo é, sabe do seu propósito e diante disso ele treme e Jesus simplesmente o faz obedecer pelo poder pleno de sua palavra.  Portanto, a autoridade de Jesus Cristo serve de grande conforto para seus discípulos.

“Vivamos com isso em mente”

A partir dos fatos apresentadas acima, podemos ter esperança e certeza de vitoria sobre o inimigo de nossas almas! Pois, sendo discípulos verdadeiros de Cristo que se arrependeram dos seus pecados e que crêem na justiça de Cristo para nossa aceitação eterna diante de Deus nós somos firmados no Amado. Se me encontro no amado, o diabo não tem mais poder sobre mim, mas a autoridade que guarda, protege e rege a minha vida é a de Jesus Cristo que tem pleno poder sobre o reino das trevas. Tendo nenhum poder sobre Cristo, o diabo não tem poder algum sobre os verdadeiros discípulos de Cristo porque nos achamos nele!!! Glória a Deus!!!”

Andemos pois com grande coragem, servindo a Deus diante dos homens e dos demônios, apregoando o evangelho de Deus, cura e libertação em Cristo e sendo devotos de Jesus em oração. Que nossa caminhada não seja mais marcada pelo medo do diabo mas seja sim, marcada pela autoridade que temos em Jesus sobre o inimigo de nossas almas!”

Essa verdade me torna inescusável diante de Deus, se tenho autoridade porque me encontro em Cristo, logo não existe razão para ceder às astutas armadilhas do diabo. Porque estou em Cristo, eu posso resistir ao diabo e ele por sua vez tem que fugir de mim porque o poder daquele em quem me encontro é infinito para o derrotar. Como diz o antigo hino: “Glória para sempre ao cordeiro de Deus!!!!””

Deus abençoe e seja corajoso em Cristo na face das obras do diabo para a glória de Deus!

“Discipulado do reino- parte 3″

 

Pr Du.