Discipulado do Reino- sobre sabedoria do alto

 

Hoje nos deparamos com o texto de Tiago 3:13-18. Nessa passagem o autor nos chama a atenção à sabedoria que vem do alto. Ele faz isso dividindo essa sessão em 3, contendo uma exortação(13) características da sabedoria terrena(14-16) e conclui com a sabedoria que vem de cima, ou de uma forma mais clara, de Deus. Segue o texto:

“Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria. Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de “sabedoria” não vem do céu, mas é terrena, não é espiritual e é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores.”

 

O mesmo princípio que Tiago aplica a fé nos capítulos anteriores, ele também o faz quando trata da sabedoria. Sabedoria que vem de Deus assim como a fé verdadeira é acompanhada por obras de uma vida regenerada. As palavras “sábio e entendimento”provavelmente ainda são uma referencia aos que eram treinados a ensinar e que desejavam ser mestres diante da congregação no tocante ao ensino das escrituras(v.1). A esses Tiago diz: da sabedoria do alto fluem “bom procedimento, mediante obras praticadas com humildade”. É intenção do autor levar seus leitores a examinar o que eles entendem por sabedoria à luz dessa exortação: sabedoria verdadeira produz humildade(atitude ativa de aceitação e submissão as verdades contidas na palavra).

 

“Contudo”se ao examinar o que se entende por ser sábio e ter entendimento revela que humildade foi esquecido a muito tempo, não se deve alegrar-se disso, nem esconder o verdadeiro estado do coração, que está cheio de inveja amarga e ambição egoísta, diz Tiago. A  Ambição egoísta é a atitude que visa o auto-benefício e prestigio como prioridade, as palavras “inveja amarga” dão intensidade a essa atitude destrutiva. Os leitores de Tiago provavelmente estavam se gloriando na defesa parcial da verdade, uma defesa que visava apenas seus próprios interesses. Ao fazerem isso, estavam na verdade negando a verdade que diziam defender. Tiago reprova essa sabedoria guiada por ambição e inveja pois, a sua fonte não é encontrada no trabalhar regenerador do Espirito Santo mas em motivações terrenas, não espiritual e é demoníaca! O autor pode afirmar isso por causa do fruto dessa tal sabedoria terrena que sempre resulta em “confusão, e toda espécie de males”.

 

Tiago então faz o contraste com a sabedoria que vem do alto. Ela é antes de tudo pura. As suas intenções e motivações não são centradas na inveja amarga ou ambição egoísta, mas tem o interesse de Deus e do próximo em destaque. Ele prossegue com características dessa sabedoria que vem de Deus: ela é pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e bons frutos, imparcial e sincera. Atitudes essas que são totalmente contrárias às características da sabedoria terrena e demoníaca! Não há correlação entre as duas, elas se opõem assim como a fé sem obras na verdade não é fé alguma.

Aplicação:

A pergunta chave que temos que responder é a que Tiago queria que seus leitores se fizessem: Minha sabedoria é motivada por inveja amarga? Ambição egoísta?

Para responder medite sobre o que tem ocupado de fato lugar de urgência e prioridade na sua caminhada? O que meu coração deseja, se alegra e busca é a vontade de Deus ou os “perks” que esse mundo oferece?

Será que tenho usado da defesa do evangelho para adquirir respeito ou de fato avançar o reino? O que é mais importante pra mim, o fruto da pregação na vida daqueles que lidero ou o sentimento de missão cumprida?

Será que quero ser visto como líder ou de fato liderar pessoas servindo, submetendo e me envolvendo com seus problemas?

Quero ser membro da igreja ou ser a igreja que nega-se a si mesmo, toma sua cruz e segue Jesus Cristo o cabeça?

 

Minha oração é que essa mensagem o leve a uma sincera reflexão e que gere frutos eternos. É essa oração também sobre a minha vida no tocante a essa mensagem de Tiago.

Deus abençoe

Pr Du.

Fé sem obras é morta

Tiago tendo tratado sobre o ouvir e receber a palavra da verdade pela qual fomos gerados (1:18), sobre a prática dessa palavra da vida e sobre como parcialidade é incompatível com a verdadeira religião, pois viola a palavra pela qual fomos gerados, parte agora para uma exortação mais confrontante! Segue o texto para nossa meditação:

“De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: “Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem! Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil? Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar? Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras. Cumpriu-se assim a Escritura que diz: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça”, e ele foi chamado amigo de Deus. Vejam que uma pessoa é justificada por obras, e não apenas pela fé. Caso semelhante é o de Raabe, a prostituta: não foi ela justificada pelas obras, quando acolheu os espias e os fez sair por outro caminho? Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras está morta. Tg 2:14-26

Para interpretarmos corretamente o texto acima, algumas observações são de suprema importância: 1. Tiago escreve sua carta para crentes professos que estavam esquecidos sobre o fato que Fé genuína e obras que demonstram amor genuíno um pelos outros são parte de uma mesma realidade e não duas coisas distintas. O problema desses Cristãos é que estavam enganados ao terem fé e obras como duas realidades diferentes, o que Tiago visa é demonstrar e convencer seus leitores de que fé genuína se evidencia em obras, e a ausência de obras identifica uma fé falsa, nas palavras dele “ fé morta”V.26. O segundo ponto importante a fazer, é que Tiago não está ensinando que salvação é alcançada por obras indo assim contra os ensinamento de Paulo, que diz que a salvação é exclusivamente através da graça de Deus mediante a fé e arrependimento. A intenção do autor aqui se torna claro quando entendemos corretamente seu argumento, Fé genuína leva a ação, ela é dinâmica e possibilita a pratica das boas obras preparada de antemão para que as praticássemos(Ef 2:10).  Versículos como 2:14 “Acaso a fé pode salva-lo?” devem ser interpretados com a definição certa, definição que podemos entender pelo contexto de sua carta até aqui. Fé até aqui tem sido a fé que os crentes recipientes de sua carta tem demonstrado: confissão de fé em Jesus Cristo que não resulta na pratica da palavra da verdade. Essa fé não é salvadora pois ela não carrega em si a evidencia para tal fé, a saber, boas obras. A carta de Tiago não deixa espaço para que uma fé seja uma mera aceitação mental da verdade, ela precisa resultar em obras.

Tendo estabelecido essas coisas vamos ao texto:

No versículo 14 Tiago nos mostra como a fé que não é acompanhada por boas obras não tem valor salvador algum “Acaso a fé pode salvá-lo?” O argumento do autor aqui é claro, Fé que salva se prova pelas obras que ela produz, princípio esse que Jesus deixa claro em seus ensinamentos “uma árvore é conhecida pelo seu fruto Mt12:33” O que esta sendo ensinado aqui não é que as obras ganham o favor de Deus mas que fé verdadeira é diretamente ligada a regeneração e por isso resultará em mudança no comportamento.

Nos versículos 15-16 Tiago ilustra o seu ponto referente ao versículo anterior, o caso aqui é: “Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia…” Ele faz isso pra trazer a mente como a fé genuína deve agir em circunstâncias assim. Se a resposta for dizer “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem porém lhe dar nada,” que bem tem nisso? A forma desses verbos traz a ideia de que tal pessoa passa a responsabilidade de suprir a necessidade a outro ou então significa dizer para a pessoa em necessidade “aqueça-se e alimente-se”sem que se identifique uma fonte de suprimento a tal necessidade(EBC Abridged), o que na verdade é em si, um ato de crueldade com o necessitado. Assim ele pode dizer “do que adianta isso?” essa fachada falsa que finge se importar com o próximo? Isso não é fé verdadeira!

No versículo 17 ele faz uma afirmação conclusiva “a fé em si mesma, se não acompanhada por obras está morta” Boas obras são então frutos da verdadeira fé, a ausência deles testifica do quanto a fé na verdade é morta e falsa!

Versus 18-25 Ele vai apresentar o argumento para tal conclusão. O seu primeiro ponto é que só se pode demonstrar fé por ações, porque fé é uma atitude do interior do homem, e ela só pode de fato ser vista à medida que ela se manifesta em ações na vida daquele que a possui. Dizer que tem fé não prova que ela é uma realidade, por isso Tiago diz “Eu lhe mostrarei a minha fé pelas minhas obras”pois fé só pode ser vista assim, por obras. O segundo ponto em seu argumento em suporte a conclusão do v.17 tem haver com a natureza da fé salvadora. Ela não só crer intelectualmente num credo, no caso aqui citado por Tiago provavelmente a Shema, encontrado em Dt 6:4 “O Senhor seu Deus é um”, pois isso até os demônios sabem e tremem! Porém, fé salvadora vai muito além disso, ela envolve todo interior do homem, trazendo paz com Deus e uma vida exterior transformada! No versículo 22 Tiago nos fala algo interessante, ele diz “Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras.”Depois de ter citado o exemplo de Abraão oferecendo Isaque a Deus. O que ele deseja é que seus leitores entendam que se Abraão não tivesse oferecido Isaque em obediência, ele seria incapaz de ser justificado porque a fé sem obras é na verdade ausência de fé, portanto não salvadora. Ele ainda cita o exemplo de Raabe que em fé arriscou sua vida para proteger os espiões e como resultado ela foi justificada. Sua fé resultou em obras e esse é o ponto principal da nossa passagem bíblica de hoje: verdadeira fé produz boas obras!

V.26 conclui essa sessão usando a ilustração do corpo humano “O corpo sem espirito está morto”. O corpo sem o espirito nada mais é do que um cadáver, algo sem vida, sem ação. Tiago depois compara esse corpo sem espirito com fé sem obras e a intenção dele é de nos fazer entender que fé sem obras não tem serventia alguma, é lixo! É importante notar porém, que Tiago não diz que boas obras é o que dar vida a fé, mas que a fé do verdadeiro discípulo de Cristo é inseparável das obras, são parte da mesma realidade.

Na caminha seguindo a Jesus nós vamos ser desafiados a ter uma fé ativa, uma que se preocupa em ser resposta a necessidade do próximo, a pergunta que deve ser respondida depois de uma análise do nosso comportamento é: Será que vejo evidencia da fé verdadeira em mim? Boas obras apontam para uma fé genuína. Se não vejo, preciso então me arrepender e pedir a Deus que me dê fé salvadora!

O verdadeiro discípulo é aquele que recebeu em si o dom da verdadeira fé!

Pr. Du

Verdadeira ou falsa religião

Como é rica a palavra do Senhor e como ela testifica da sua sabedoria perfeita! Louvado seja Deus que em sua fidelidade nos deixou um relato escrito, a fim de nos tornar sábios para a salvação, que Ele dispôs mediante Jesus Cristo, o Santo de Deus! Hoje o nosso texto de meditação se encontra em Tiago 1:26-2:1 – “Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo. Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com favoritismo.”
Nos versículos anteriores(22-25) Tiago exortou seus leitores a serem ouvintes atentos e praticantes da palavra da verdade. Ele agora vai mostrar 3 áreas especificas onde a verdade deve ser colocada em prática na vida daqueles que participam do discipulado do reino(verdadeira religião): no falar, na maneira que se relaciona com outras pessoas e na maneira que se relaciona com o “mundo”.

  • No falar v.26 – Tiago aqui cria um contexto para o argumento que ele apresenta, ele diz “Se alguém se considera religioso” em outras palavras, se alguém se considera verdadeiro discípulo de Cristo, o considerar-se discípulo verdadeiro é o contexto. Com isso em mente ele diz que o que assim se considera “mas não refreia a sua língua”, engana a si mesmo!Porque a evidencia de conhecer ao Senhor Jesus Cristo é a manifestação do caráter misericordioso dele, na maneira que se fala daqueles que Deus escolheu para serem “ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam” V.2:5. O verdadeiro discípulo de Cristo tem seus irmão em lugar elevado “Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios.” Rm 12:10.
  • Na maneira que se relaciona com pessoas- O chamado do discipulado do reino é um que exige ação! A religião que é agradável a Deus é a que exerce uma influencia positiva na vida de outros. O “dar honra”de Rm 12:10 é mais do que ter em auto estima mas requer uma ação positiva de “cuidar… … em suas necessidades”V.27 daqueles que precisam ser ajudados. A religião verdadeira é mais do que algo externo, portanto, o ajudar deve ser motivado não pelo desejo de ser visto mas das verdades espirituais ouvidas que agora quando colocadas em prática resultarão em ações de graça a Deus. Isso é fé se expressando por meio do amor que discípulos de Cristo devem dispensar à aqueles que Deus escolheu!
  • Na maneira que se relaciona com o “mundo” – É importante aqui uma definição dessa palavra mundo. Ela descreve a totalidade da ordem má que se opõem a Deus e a sua justiça. Diante disso Tiago nos diz que a verdadeira religião não se deixa corromper por essa ordem má que se opõem a Deus. Aqui moralidade é a questão, o discípulo de Cristo é lembrado que toda essa expressão prática da palavra deve ter seu fundamento no rompimento com o o pecado que Deus operou o gerando pela palavra da verdadeV.18.

Nos versículos 19-27 do capítulo 1 Tiago mostra a necessidade de praticar a palavra, ele ensina sobre as implicações dessa prática da palavra em 3 áreas específicas, as que foram descuidas acima. No capítulo 2 Tiago vai nos mostrar como que a parcialidade(favoritismo) viola o padrão que ele estabeleceu acima – verdade de Deus ouvida e sua prática nas devidas áreas discutidas. Tiago faz isso lembrando os seus leitores em quem eles são crentes, quem é o objeto de fé deles -“crentes em nosso gloriosos Senhor Jesus Cristo. Ao descrever Jesus como glorioso, ele está revelando o motivo pelo qual parcialidade é incoerente com o discipulado do reino. Trata se alguém com parcialidade pelo medo que se sente e a falsa noção que a pessoa possa suprir essa necessidade, seja isso manifestado em segurança, oportunidade financeira, status, conforto, fama, trabalho, cola na prova e etc. Isso se constitui um insulto ao “glorioso Senhor Jesus Cristo”pois ele, e somente ele, com toda a sua glória pode de fato lançar fora o nosso medo por meio do seu perfeito amor e nos fazer habitar em segurança. Portanto, a verdadeira religião não trata com parcialidade porque ela tem no Glorioso Senhor Jesus Cristo todas as suas necessidades supridas e a busca de tentar achar soluções para o medo e a insegurança já não existe para os que se acham em Cristo!

Para meditação:

A verdadeira religião ouve e coloca em prática a palavra começando no falar, depois no relacionamento com pessoas e no relacionamento com o mundo. Em vista dessas verdades, como tenho falado do meu irmão? Como tenho buscado a honra dele mais do que a minha? Será que houve um rompimento com o pecado genuíno em mim?

Será que trato pessoas com parcialidade a fim de buscar a aprovação delas?

Infelizmente, enquanto estivermos na peregrinação desta vida corpórea, estaremos tentados a praticar uma falsa religião, onde verdade da palavra e prática da mesma são realidades distantes uma das outras, onde parcialidade se torna tão comum que passa despercebido por debaixo de nossos olhos. Por essa razão, existe grande benefício em parar para uma profunda análise da nossa fé. Que o gloriosos Senhor Jesus nos ajude, nos dando olhos que veem e ouvidos que ouvem!
Deus abençoe

Pr Du.

Deus concede o desejo do coração daqueles que o amam

Em março nossa base de estudo sobre o discipulado do reino será a carta de Tiago. Na reunião do primeiro sábado do mês nós vimos essa idéia de alegria por passar por várias provas. O que quero fazer hoje é elaborar um pouco mais essa verdade revisando o conteúdo apresentado e introduzindo alguns novos temas. Segue o texto para nossa meditação:!

“Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos dispersas entre as nações: Saudações! Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.” Tg 1:1-4

Para que se possa começar a experimentar essa “grande alegria”ao passar por várias provações, a introdução da carta de Tiago no versículo 1 é muito importante. Ele diz: “Tiago servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo” O fundamento da alegria que se sente ao passar por provações está ligado diretamente a certeza sobre a identidade que se tem em Cristo. Tiago sabe quem ele é diante de Deus e do Senhor Jesus, e é essa certeza que sustenta a base de todo o seu argumento nos versículos seguintes, ele é servo! Da sua introdução podemos concluir o seguinte:

  • Tiago era servo de Deus e do Senhor- Isso é GLORIOSO!
  • Ele havia sido reconciliado a Deus mediante a expiação oferecida por Cristo. O que é totalmente imerecido a qualquer pessoa!
  • Ele havia sido liberto da escravidão da morte e do diabo e foi feito servo de Deus por intermédio de Cristo Jesus. Isso é claro na escolha da palavra ao referir-se a Cristo o seu “Senhor”.

O fato é que Tiago tinha certeza da sua nova natureza- “servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo”. Essa certeza da nova natureza em Cristo é a fundação de qualquer alegria que um verdadeiro discípulo sente. É verdade que Deus concede o desejo do coração dos verdadeiros discípulos mas o que o coração do verdadeiro discípulo deseja é sempre em primeira instancia, o próprio Deus! É por essa razão que Tiago pode falar que é motivo de grande alegria passar por provações porque o final delas é glória a Deus, é “mais de Deus”.

Para que sejais “perfeitos e completos”(ACF)

“Maduros ou perfeitos” é a tradução da palavra teleios “que transmite a idéia bíblica de perfeição, a mesma idéia expressa na passagem “sede perfeitos como é perfeito o Pai celestial de vocês” encontrada em Mt 5:48. A idéia bíblica de perfeição é “no sentido de relacionamento correto com Deus, que frutifica no empenho sincero de amá-lo de todo o coração em obediência irrestrita e uma vida inculpável.”(Bíblia de estudo Pentecostal)!

É motivo então de grande alegria para o servo de Cristo passar por várias provações, porque elas produzem perseverança, que quando tem sua ação completa aperfeiçoa o nosso caráter nos fazendo mais parecidos com Cristo e dando assim glória, a Deus, e mais de Deus e do Senhor Jesus Cristo ao servo!

Para meditação:

- Eu tenho certeza da minha nova natureza em Cristo? Onde encontro na palavra segurança sobre a eficácia da obra de Cristo em mim?

- O que o meu coração deseja é diferente do que mais do meu Deus e Senhor Jesus Cristo?

Discipulado do reino tem que responder essas questões!

Ótima semana e que Deus nos abençoe!

Pr Du.

Discipulado do Reino

Olá pessoal,

Em 2014 achei por bem trabalhar com a Liderança da CNA Church  o tema “Discipulado do Reino”. O que acredito é que se formos bons discípulos seremos bons líderes. Ser bom discípulo é ser participante da glória do nosso Senhor pelo ato de salvação e do sofrimento pelo carregar a cruz. Durante 2014 estarei postando nosso boletim da liderança que é enviada semanalmente para os líderes da CNA Church. Minha oração é que seja benção e te inspire a ser um participante do discipulado do reino.

Pr Du.

Liderança nesw letter Fev 14

O Poder da Palavra de Deus

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Algo que entristece o meu coração é ver como estamos falhando como crentes, em Cristo Jesus, em ver a bíblia com o poder real que a ela foi dada por Deus. A bíblia é o meio pelo qual Deus Yahweh, o criador de todas as coisas, escolheu para revelar o seu carater ao homem e demonstrar como homens e mulheres se relacionaram à Ele durante a história, ela  revela o suficiente de Deus e do próprio homem necessário para que possamos crescer em conhecimento e experiência em Deus. Hoje gostaria de ressaltar três dentre os muitos poderes da palavra de Deus e minha oração é que à medida que você ler esse artigo você possa ter o amor e o zelo pela palavra renovados em nome de Jesus! 

1. Ela é poderosa para fazer conhecido a vontade de Deus -

Todas as pessoas nascidas tem algum conhecimento da vontade de Deus, porém, esse conhecimento é limitado em proporcionar certeza sobre a vontade de Deus. Por exemplo, em todas as culturas matar é algo mal visto, latrocínio é quase em todo lugar punido e se você cobiçar a mulher do próximo em qualquer cultura você sofrerá a ira do Marido ciumento. Esse fato demonstra que mesmo sem a palavra escrita ainda temos alguma revelação da vontade de Deus embora ela não nos proporcione a certeza sobre a vontade dEle. 

Sem a palavra escrita de Deus, não poderíamos alcançar a certeza da vontade de Deus por nenhum outro meio- fosse consciência, conselhos de outras pessoas, testemunho íntimo do Espírito Santo, uso da razão e do bom senso porque todos esses dependem do poder da palavra de Deus para revelar sua vontade.

Na bíblia Deus nos revelou o bastante para conhecermos seguramente a sua vontade- As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei. Dt 29:29

Jesus resume a vontade de Deus em ser amar a Deus acima de todas as coisas. Porque nisto consiste o amor a Deus: obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados. 1 João 5:3 So se conhece com certeza o que Deus espera dos que crêem nele através da Palavra.

 2. Poderosa para Sustentar nossa vida espiritual- 

Mt 4:4  “Nem só de pão o homem viverá, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” Jesus aqui indica que a palavra de Deus é poderosa para nos sustentar espiritualmente assim como o alimento é para o corpo.

Porque esta palavra não vos é vã, mas é a vossa vida, Dt 32:47a. Portanto a bíblia é poderosa para sustentar a nossa vida espiritual.

3. Poderosa para fazer conhecido o evangelho- 

Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? …Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. Rm 10:13,14,17. Fé salvadora só vem pelo ouvir da palavra de Cristo, o evangelho só é revelado na bíblia.

 

A bíblia é então poderosa para fazer tudo isso e mais na vida dos que crêem, porém, esse poder só pode ser experimentado mediante a aplicação das verdades contidas em seus registros. É quando vivemos a palavra de Deus que gozamos do verdadeiro poder presente e real de Deus.

Deus abençoe,

Pr Eduardo

 

Jesus é o seu Rei?

O capítulo 6 do evangelho de João é cheio de eventos que demonstram a glória de Cristo como o Deus criador eventos que revelam algumas verdades que nos confrontam. Durante os primeiros versículos João relata o milagre da grande multiplicação onde Jesus demonstrou sua divindade multiplicando cinco pães e 2 peixes. Jesus criou pão e peixe suficiente para alimentar uma multidão. Os versículos seguintes (14-35) relatam a reação do povo diante de tal milagre, o episódio onde Jesus anda sobre as águas e a declaração de Jesus como sendo o Pão da Vida. Hoje quero concentrar na reação do povo diante do milagre e a resposta de Jesus à essa reação.

A primeira importante observação a ser feita é que no evangelho de João, milagres são chamados de sinais. A intenção de João era fazer o leitor entender que os milagres que Jesus operou serviam para apontar para uma realidade maior: a sua identidade como Deus e como o Messias. Quando entendemos isso a declaração do povo depois de ter testemunhado o milagre da multiplicação faz mais sentido: “Sem dúvida este é o Profeta que devia vir ao mundo”. O povo desejou proclamar a Jesus como rei.

Aparentemente, o povo estava fazendo a coisa certa reconhecendo quem Jesus era e por estar querendo fazer dele rei. Porém, a resposta do povo diante dos milagres de cura dos doentes(sabemos que Jesus curou os enfermos por causa do relato do mesmo episódio nos sinópticos) e o enchimento do seu estômago revelou o que eles realmente buscavam no Messias: Eles queriam um libertador terreno, um que pudesse satisfazer todas as suas necessidades físicas – comida e saúde eram sua prioridade. Porém, Jesus se recusa a ser esse tipo de rei, proclamado por motivos egoístas!

Jesus atravessou o mar para a outra margem e o povo o seguiu o encontrando em Cafarnaum. Jesus ao ver o povo, não se alegrou em ve-los, mas foi duro em palavras com eles. Por que Jesus foi duro com o povo depois de o terem seguido? A resposta de Jesus é clara: Eles o seguiram não porque viram os sinas mas porque eles comeram os pães e ficaram satisfeitos. Eles não entenderam que os sinais apontam para uma verdade maior do que os milagres em si. Os sinais que Jesus operou, eram para que mediante a manifestação da gloria dele, as pessoas pudessem, em fé, reconhecer que ele era o messias e o ter como seu maior tesouro. O povo fez do seu tesouro as coisas físicas que sua natureza humana desejava. Jesus era o só o meio que garantia que o desejo deles ia ser feito.

Aplicação:

Hoje existem pessoas que querem fazer de Jesus rei por motivos egoístas, Jesus é só um meio pelo qual se obtém as coisas que o desejo egocêntrico humano deseja. Mas a verdade é que o homem só pode ver o reino de Deus quando Jesus é o seu maior tesouro- quando se entende que todas as coisas que ele faz em seu favor, servem para revelar que Ele é o salvador e o Senhor de tudo e de todos. Quando os milagres de Cristo são vistos como mais preciosos do que o próprio Deus que os opera, Jesus se recusa ser o rei dos que assim agem.

Faça de Jesus o seu maior tesouro, sua segurança e o que você deseja como prioridade, para que mesmo quando Deus escolher não fazer o milagre que você pede e precisa, você ainda sim possa se alegrar nele e não nos sinais que Ele opera. O prazer é o próprio Jesus e não as bênçãos dele!

Deus abençoe

Pr. Eduardo Ramos

Evangelho simples

Evangelho puro e simples é o que está cada vez mais escasso na Igreja brasileira. Nossas igrejas estão crescendo e fugindo do seu propósito inicial que é a centralidade de Cristo. Hoje, o evangelho se resume à psicologia e auto ajuda algo que é radicalmente diferente do evangelho que confrontava os que criam a viver de forma que Cristo era manifesto em todos os aspectos de sua vida, onde a prioridade não era ter mais e o melhor do que um mundo capitalista pode oferecer mas o ter mais e do melhor,  era fazer a vontade de Deus, viver de tal maneira que Cristo era centralidade de todas as coisas, a motivação para se achegar à Deus e a fonte do prazer dos que aceitavam a palavra com fé.

Meu desejo é que esse blog sirva para despertar crentes a voltarem para um Cristianismo puro e simples, onde a centralidade de Cristo é a prioridade total.

Deus abençoe,

Pr Eduardo.Image